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Extermínio de Pensamentos

"Happiness only real when shared"-Christopher McCandless

Extermínio de Pensamentos

"Happiness only real when shared"-Christopher McCandless

02
Fev19

Dido is back!

Terminatora

Quem não gosta de Dido? 

Há uns meses perguntava-me onde andava esta mulher com voz angelical e suave, que embala qualquer pessoa com a sua música melódica. 

A primeira vez que a ouvi, foi no tema de introdução da série televisiva Roswell, que passou na RTP, em 2002. Tanto a música como a série marcaram-me muito e fiquei fã de Dido. 

 

Irá lançar um albúm em breve, estou felicissíma! Já ouvi três músicas, do novo álbum que ela publicou no YouTube, mas este é a que considero a "tal", até ouvir mais! 

Ainda falta um bocadinho para 8 de Março.. até lá vou já memorizando estas. :)

 

 

 

02
Jan19

E começa outro...

Terminatora

Será literalmente um recomeço de tudo. 

Não sei o que me espera este ano, não tenho ainda certeza para onde vou, mas sinto confiança neste meu vaguear de pensamentos e decisões. É estranho não ter nada decidido, mas ainda assim sentir que é o que está mais certo. Não vou mentir e negar que o futuro não me preocupa. Preocupa, mas já não me preocupa a ponto de me tirar o sono ou não me deixar fazer outras coisas.

 

Tive um mês de Dezembro espectacular e foi como um recarregar de baterias. Embora, deixar este "mês" para trás me tivesse custado mais que outras despedidas anteriores, foi um mês muito vivido, para recordar com muito carinho e servirá para me dar forças para o que se segue. 

Espero que todos os que leiam este texto, tenham disfrutado deste mês, desta época de troca de carinho e amor. Que possam prolongar estes sentimentos, esta troca, pelo resto do ano. 

 

Temos a tradição de ao bater da meia noite de 31 de Dezembro, comer 12 passas e por cada uma, pedir um desejo para o novo ano. Engraçado que me perguntaram se estava a pedir o Euromilhões e já ia eu nas últimas e em nenhuma pedia dinheiro ou riquezas. Pedia somente saúde, amor, felicidade e coisas do género... Para os meus. Peço sempre para os meus, porque se eles não estiverem bem, eu também não consigo estar bem. A minha felicidade e a minha riqueza, faz-se com os outros. Com os meus. É na partilha que sou feliz. E quero poder partilhar com eles tudo e quero que tenham tudo do melhor. E não será riqueza, pois riqueza de bens é coisa que nunca tivemos e não iremos ter, mas que tenhamos riqueza na Alma e no coração e que partilhemos isso de forma a aumentar e proporcionar a outros, esses bens preciosos. 

 

Que vocês também possam ser ricos em Amor, Saúde e Alegria. Que em vosso ano abunde somente o Positivo. Que seja a vossa base, na construção deste novo Ano. 

Felicidades para todos, muito amor e carinho, é o que desejo do fundo do coração.  

 

 

23
Out18

É com cada coincidência

Terminatora

Dados os últimos acontecimentos, andava ontem à procura de um filme com que me pudesse animar, ou ajudar a deitar todas as mágoas para fora. Depois de ver vários que não me chamavam minimamente a atenção, parei num de Keanu Reeves e Winona Ryder - Destination Wedding. 

 

Eu por ver o nome, pensei logo, alguma piroseira sem muita graça, mas li mais ou menos o resumo e pareceu engraçado. Decidi carregar no play, pensando que me ia desmanchar em lágrimas todo o filme... Mas para meu espanto, ri-me imenso. Este não é o típico romance ou a típica comédia romântica. Tem ironia, sarcasmo, cepticismo, frieza, negatividade, mas também tem esperança, transparência, falhanços e positivismo. Estão bem patentes nos personagens e são elas também o oposto uma da outra. São personagens estranhos, carracundos e sem esperança na humanidade. Já para não dizer que são dois actores fabulosos e interpretam na perfeição estes desajeitados. 

 

Não é filme para o gosto de qualquer um, provavelmente se eu estivesse numa fase muito animada da minha vida, iria achar o filme completamente aborrecido, mas identifiquei-me imenso com todas as conversas das personagens e só quem já viveu algo parecido, consegue se rir do que acontece, pois de certa forma reve-se naquelas duas personagens. 

 

Achei bastante irónico também dar com o filme especialmente agora (!).

Enfim, eu recomendo vivamente a quem não perdeu a coragem de entregar seu coração apesar de todas as desilusões, que já sabemos de antemão, poderão acontecer. E mesmo assim, não enterrar esse sentimento bonito que é o amor. Não vou partilhar o trailer, acho que isso estragaria.. Eu não o vi antes de assistir ao filme, acho que se assim fosse, não o teria visto. 

 

 

 

07
Jul18

Gostava de ter filhos?

Terminatora

Quando se é criança, o mundo não parece ser esmagador e destruidor de sonhos, como na verdade é. Achamos que com facilidade, se constrói uma vida e uma família feliz. Eu tenho uma família grande, logo meu desejo era também ter uma família. 

Que outros ensinamentos nos dá a família, que não seja trabalhar, casar e ter filhos? Construir um lar e viver em família. Este foi o conceito que me transmitiram durante anos. Meu objectivo de vida seria este. 

Durante algum tempo foi meu desejo encontrar o tal príncipe que me levaria ao altar. Passava horas vendo vestidos de noiva, ou mesmo até fazendo vestidos de noiva às bonecas... Véus. 

Mas cedo percebi que eu não entendia nada de como encontrar o príncipe ou sequer fazer com que alguém gostasse o suficiente de mim para ficar o tempo necessário para dar continuidade a uma família. Afinal, não era assim tão fácil. 

Nem foi mais fácil arranjar um lar sozinha, logo fiquei muito mais tempo em casa dos pais. Muitas vezes fui "praguejada" para sair de casa e casar. Pois... outros tempos, outros tempos. Tempos em que casavam com o primeiro namorado, e nem precisavam namorar 10 anos para perceberem que queriam ficar juntos toda a vida (ou não..). Aliás, namorar mais que 2 anos sem casar já deveria ser considerado uma vergonha. 

Fico feliz por os tempos terem mudado. Mas mais feliz fico por perceber que eu também mudei drasticamente ao longo da vida. Após relações falhadas o meu desejo em querer criar uma família diminuíu em consequência disso. E já não fico stressada por me ver a envelhecer e ainda não ter filhos, como quando vejo tantas amigas e agora a irmã mais nova, a construirem suas vidas em redor de um lar. 

Além de não ter a certeza se um dia encontrarei o par ideal para isso, também o meu físico não se encontra no melhor. E eu dou por mim a pensar, como vou eu ter condições emocionais e físicas (além de tempo) para me dedicar a outro ser. Conseguirei perder horas de sono, acarretar mais dores físicas em prol de cumprir o meu propósito neste mundo? 

Serei uma desilusão para as mulheres, porque afinal concluí, que se calhar já não quero assim tanto filhos? Quanto muito adoptaria uma criança precisando de amor e protecção.  

 

Estou em constantes mudanças, aquilo que sou hoje; aquilo que penso hoje pode já não ser o mesmo amanhã. Mas dou por mim muitas vezes a reflectir... eu não terei energia para cuidar de uma criança. E não sei se voltarei a ter. A minha vida é uma névoa neste momento, mas talvez essa névoa se dissipe no futuro.. 

Talvez volte a ter a vontade tremenda de ter filhos que outrora tive... ou talvez não. 

17
Dez17

Reflexão

Terminatora

Lembro-me quando iniciei o blogue. Foi numa altura que precisava urgentemente de um sítio onde descarregar tanta frustração, resignação e pressão que sentia no dia-a-dia. Costumo reler o passado, e termino sempre a rir das coisas que tão desenfreadamente escrevi na altura, a maioria sem pensar duas vezes, baseada somente nalguma experiência recente. Nunca foi minha intenção ter textos escritos diariamente, até porque com o trabalho que tenho é impossível, aliás não impossível, mas seria mais desgastante para mim, se bem que adoraria muitas vezes ter um papel à mão para entornar o que me dói na alma ou o que me alegra. E não é minha intenção falar de assuntos que todos falam, a não ser que me apeteça dar alguma opinião, afinal fiz este blogue para mim, como uma espécie de terapia. Até recentemente só quem vinha ler sabia da existência dele. Nunca partilhara antes com alguém que eu tenho um blogue. Sim apetece-me partilhar pensamentos, ideias, desabafos, mas não queria ser "visível". A invisibilidade que a internet por vezes proporciona, é confortável. Posso expôr o que realmente penso, a pessoa que realmente sou e não tenho que ter receio que me vão apontar o dedo para fazer troça. Mesmo que o façam agora, não tem qualquer importância, mas já me importei demasiado no passado. E há traumas que nunca se consegue ultrapassar. Consegue-se dissimulá-los, esquecer por momentos que existem, mas voltam sempre para nos atormentar. E de que vale nos queixarmos deles? Quem entenderia? Apenas cada um sabe a forma como esses traumas afectaram a si. 

 

E quando escrevo textos, não penso muito neles. Fluem com o que penso no momento, não perco horas a tentar construir algo de coerente. Sairá coerente se tiver que ser. E hoje escrevo com mais calma, mais sabiamente que há dois anos atrás. O caminho que percorri até aqui foi bem tumultuoso, foi de profunda aprendizagem. De mim, dos outros, das minhas escolhas. Só fico triste por ter consumindo tanto tempo pelo caminho mais demorado e sofrido. Por não ter acreditado nas capacidades que sei que tenho, por ter deixado que acasos da vida tomassem as rédeas da minha, por não ter confiado nos meus instintos. Por não me ter amado. 

É sempre do sofrimento que surgem as maiores aprendizagens, é deles que renascemos outras pessoas. É por causa deles que grandes mudanças acontecem. E ainda bem! Como aprenderíamos nós? Como saberíamos nós, os prós e contras das decisões, mesmo antes delas acontecerem? 

 

Olhando para trás, estou feliz das decisões que tomei. Feliz pelas pessoas que conheci, feliz por ter deixado outras para trás. O comboio segue seu rumo, nas paragens que faço há sempre gente que entra e sai. Lições novas para aprender. No horizonte, está um mundo de possibilidades para descobrir. E logo eu... que não gosto nada nada de aprender e descobrir! 

01
Dez17

The Shack

Terminatora

Ontem vi este filme. Numa altura mais conturbada da minha vida decidi comprar o livro com o mesmo nome "A cabana" em português e durante a sua leitura chorei algumas vezes. Imaginei que o mesmo fosse acontecer com o filme. Não me lembro da última vez que chorasse tanto com um filme. Os cenários e os actores são como tinha imaginado. A interpretação de Sam Worthington está fenomenal em todos os aspectos. Ele consegue nos transmitir tudo aquilo que sente, todos os seus desgostos, tristezas e alegrias. 

 

É um livro fundamentalmente cristão e para quem abomina religiões talvez queira se manter longe, tanto do filme, como do livro. Eu comprei-o céptica. Já não creio em nada, como tenho dito, além das minhas vontades e energias. Fiz uma leitura, esquecendo que se tratava de uma conversa com Deus e absorvi o essencial e foi-me extremamente útil na época. Nele são-nos apenas retratados os valores com que todo o ser humano deveria nascer e crescer, independentemente da sua religião. A base de toda a história é o amor. Toda a conversa gira em torno do amor. Que o amor é a base para qualquer relacionamento, qualquer acto, qualquer situação.

 

Sempre tive por "filosofia" de vida, tratar os outros, como eu gostava que me tratassem. E acredito na lei do retorno, aquilo que dás, será o que irás receber. Seja através de uma pessoa ou uma situação. Toda a gente tem as suas crenças, toda a gente acredita em algo. Eu acredito que de certa forma, estamos conectados e que precisamos uns dos outros. Se estamos de bom humor, contagiamos os outros com essa alegria. Já quando estamos cheios de energias negativas, o ambiente à nossa volta conspira sempre para nos tornar a vida ainda pior. Já tive provas infinitas disto, não só por experiências minhas, mas vendo outros sendo tão mesquinhos e negativos, sucedia-lhes sempre tantas coisas más de uma só vez, que até me dava pena! 

Ainda não consigo controlar as minhas próprias más energias e tenho dias que ainda explodo e contamino tudo à minha volta. Mas tenho noção daquilo que faço/digo e consigo apaziguar os "estragos" a tempo de evitar uma catástrofe. Não é um processo nada fácil, deixar-se contaminar somente por amor e energias boas. Especialmente se à nossa volta há demasiada negatividade, a tal ponto que nos sentimos engolidos por tal imensidão. 

Ter amor para dar e vender, um caminho nada fácil e sem fim. Mas consegue-se! Temos primeiro que querer e não se deixar derrotar pelas adversidades que surgem no processo. 

 

A história ensina-nos como nos amar de novo e amar os outros. Se estão necessitados de reaprender a amar, a se amar... Então vale a pena espreitar

23
Jul17

Leave out all the rest Chester...

Terminatora

E mais um cantor se foi. Também a cantora francesa Barbara Weldens, que nem conhecia faleceu nesse dia. Tem músicas lindas e uma voz ainda mais linda! Uma pena que só a fui conhecer agora. 

Mas Chester...porquê? Desejava tanto um dia poder ir a um concerto da banda. Ainda hoje ouço as músicas de Linkin Park de outros tempos. Boa música, música de loucos... Como dizia a minha mãe. Sim, são loucos, drogados, alcoólicos, seres humanos que vivem nas garras da fama, das produtoras, das drogas que estas facilitam o uso e consumo e também de seus problemas pessoais. Enfim.. toda uma série de quês! 

Já sei...! 

Quando eu falo dos meus gostos musicais, espanto muita gente. Vai de Deolinda, passando por canções tradicionais, Jazz, Blues, Clássica, enfim...até Metal às vezes ouço! Neste momento estou na fase de LP e Birdy. Duas grandes cantoras com músicas excepcionais que são um vício. Já passei a fase de ouvir Linkin Park, mas de vez em quando mato as saudades deles e ainda sei quase todas as letras de cor. 

Foram a minha companhia incansável nos momentos piores da minha vida. Foi nas letras das músicas que Chester escreveu que encontrei consolo. Foi a eles que eu desabafei todas as minhas tristezas e sentimentos. Há quem interprete como música de loucos, para mim foi um porto de abrigo. Nem passados estes anos todos, se consigo exprimir ou desabafar realmente aquilo que sinto. Não sei se já estive algures deprimida, nunca fui saber nem alguma vez mo disseram. Acho que sempre soube dissimular bem as minhas tristezas. Mas ao ouvir Linkin Park eu podia me libertar, baixar a guarda, relaxar. Sim... relaxar. São músicas relaxantes para mim. 

 

E agora Chester?? 

Fiquei muito triste, foi como se perdesse um bocadinho da minha adolescência. Esta música foi por muitos anos a que mais me confortava. 

 

Enfim....precisava desabafar! Descansa Chester... para lá também caminhamos.

Crawling - último concerto

 

 

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