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Extermínio de Pensamentos

"Happiness only real when shared"-Christopher McCandless

Extermínio de Pensamentos

"Happiness only real when shared"-Christopher McCandless

22
Jan19

Luna ...tu!

Terminatora

Lua, tu. 

Será que me consegues ouvir? Será que entendeste todas as lamúrias que te sussurei durante a vida? Será que me notas cá em baixo, como eu te noto a ti, aí tão alto?

Não consigo evitar sentir-me desencaixada deste mundo, sentir que aqui não pertenço e só desejava poder ir ter contigo. 

Será que há espaço aí para mim? 

Embora possam as más linguas dizer que não és nada sem o Sol, para mim és muito mais especial e sinto a tua falta nas noites em que não te vejo. 

 

 

14
Nov18

Fake news

Terminatora

Não vou falar daquelas fake news políticas com que muito se tem deparado. É outro tipo de fake news que já anda a causar mortes. É quando pessoas incultas, imaturas, de culturas estranhas e de hábitos estranhos, se deixam influenciar por boatos lançados nas redes sociais ou meios de comunicação, géneros Whatsapp. 

 

Já tinha visto documentários, sobre tribos em África onde as pessoas queimavam outras por serem acusadas de bruxaria. Já tinha visto também muitas notícias sobre partes remotas na Índia, Paquistão e outros, onde queimam, ou matam, ou torturam pessoas, sob alguma acusação de desonra familiar. Se isto era considerado normal há séculos.. Penso que crescemos um bocadinho para perceber que isto são costumes desumanos, ou não?

São hábitos, tradições, costumes, castigos, vistos como naturais nestas comunidades. Nós, que temos outra mentalidade, achamos isto bárbaro.. Desde que me lembro de ver o primeiro documentário (há muitos anos) sobre isso, que não vejo mudanças ou intervenções nessas comunidades de forma a incutir algum senso comum, ou mudar/melhorar alguns dos seus costumes. De forma a preservar as vidas humanas que se perdem por costumes hediondos, como estes. Portanto continuam com as suas estúpidas tradições, e estúpidos costumes! 

 

Mas e quando a tecnologia de comunicação, vai parar às mãos deste tipo de pessoas? Agora que reflicto... Deveria este tipo de comunidades ter acesso a este meio de (des)informação? 

 

Li há pouco tempo uma reportagem da BBC, sobre a morte de dois homens numa vila no México, a fogo posto, em plena praça, por uma multidão de gente enraivecida em resultado de uma mensagem no Whatsapp, que foi partilhada por grupos e pessoas daquela região. Notícia aqui.

O que me chocou nesta história, foi que tratou-se de um boato, sem confirmações e provas. Mas as pessoas acharam por bem fazer justiça com suas mãos. E aparentemente, nem haviam crianças desaparecidas, como estavam sendo as vítimas acusadas de rapto infantil. Ou seja, poderá ter sido um acto de vigança encomendado de alguém. Eu não estava lá, não vi, não sei. Li o que li. Mas que este não é caso único, não é. 

Tem acontecido por vários países, lançarem-se rumores destes e o povo decide fazer justiça com as próprias mãos. E acontece onde as pessoas são umas completas ignorantes e imaturas. 

O caso que me chocou ainda mais foi o do Brasil, uma mulher ter sido torturada e morta por uma multidão também... E aparentemente, tudo mentira. Notícia Não encontrei no entanto o primeiro link que li, onde continha dois vídeos que mostravam a barbaridade que fizeram com esta senhora. 

 

Quer-se mais evolução tecnológica. Quer-se mais modernismo, mais comodismo, mais facilidade, mais acesso, mais de tudo o que verdadeiramente NÃO PRECISAMOS. E eu pergunto, tem este tipo de gente direito à tecnologia e estes meios de comunicação? Como fazer por controlar este género de pessoa, se é que se pode chamar a estes bichos de pessoas. Não é humano, quem tem a coragem de participar da morte de alguém. Como conseguem dormir? Como conseguem viver consigo próprios?

A realidade, é que estou eu e mais alguns milhares, revoltados com estas atitudes e situações, em vão! Porque estas pessoas vão continuar a ser ignorantes, e vão passar esta ingorância à próxima geração e assim vamos caminhando para o fim do mundo. Será, nem mais nem menos, os ingorantes a dar cabo dele. Ou isso, ou as máquinas vão nos exterminar a todos.. O que não me espanta mesmo nada que assim fosse. Afinal de contas, os filmes até têm uma base de verdade. Nós, é que preferimos, pensar que os guionistas e realizadores têm uma imaginação muito fértil. 

 

 

09
Nov18

A tree

Terminatora

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Sempre me senti fascinada por árvores. Cresci rodeada delas, no seio delas e usufruindo de todo o carinho e abrigo que me proporcionavam. Depois que li "A fada Oriana" de Sophia de Mello Breyner, senti-me ainda mais fascinada com a natureza. Imaginava como seriam as casinhas dos seres que nelas poderiam habitar. Mesmo de meras formigas. Podia passar horas "perdida" no meio da floresta, não me sentia, noutro sítio, tão em casa como ali. Sentia que as árvores, eram a minha casa e a floresta a minha aldeia. 

À conta deste amor, desenhava imenso árvores... Não que seja grande ilustradora, mas eu tinha que colocar árvores sempre nos meus desenhos. Gostava de desenhar prados e árvores. Com um riacho e flores. Um pôr do sol. 

Adoro árvores. Carregam grandes fardos, mistérios e sabedoria. E não importa as adversidades por que passem em suas vidas, mantêm-se de pé. Firmes e prontas para a nova etapa. 

Gosto também da símbologia da árvore. Vida, Mãe, Conhecimento, Família, Segurança... 

Nessa altura não fazia ideia de todo o simbolismo de árvore, ou o que poderia representar para cada pessoa/nação. E mesmo assim, sentia uma certa conexão, um conforto indescritível de cada vez que me aproximava de uma árvore. Alegria, paz... Como podia a árvore estar sempre de pé, mesmo depois de uma tempestade? São fortes e batalhadoras... pensava eu. Fui crescendo e deixei de passear tanto entre as árvores. Mas nem assim, perdi a sensação que sentia ao me aproximar de uma árvore. Aquela excitação, aquela alegria, aquela ânsia de abraçá-la e apertá-la como que querendo protegê-la. Querer me deixar embalar por seus ramos e me aconchegar em suas raízes. Ficar ali e esquecer que existe o mundo.

 

Se me dissessem, que depois de morrer me poderia tornar no que quisesse... Eu escolheria ser árvore. Para poder proporcionar tudo o que já me proporcionaram. Para poder escutar as maravilhas da natureza, para poder dar e transformar. 

 

10
Out18

Serei normal?!

Terminatora

Sempre fui uma pessoa muito certinha. Nunca fumei, nunca bebi até me esquecer do que aconteceu no dia anterior, nunca experimentei qualquer tipo de droga. Nunca andei em "más" companhias. Nunca dei desgostos de maior ou preocupações de maior aos que me rodeavam. 

Enfim, sempre fui alguém exemplar. Umas vezes elogiada pela sua forma de estar. Outras vezes criticada e gozada. 

Lembro-me bem de quando amigos meus próximos começaram a fumar, nunca me incentivaram a experimentar, mas eu bem que os tentei dissuadir de não continuar. 

Sem sucesso...

Mais tarde conheci quem experimentasse algumas coisas mais "pesadas". Andavam sempre a rir, de bem com a vida... Loucos, como eram apelidados por outros. Nunca me incentivaram, nem convivendo com eles alguma vez experimentei. 

 

Já recentemente, conheci várias pessoas que fazem do uso de "erva" um ritual diário. Ajuda no alívio de suas condições depressivas, ajuda-os a relaxar. 

No trabalho, lido com fumadores que estão constantemente a fazer pausas de  10min para fumar... enquanto eu tenho que ficar a trabalhar todo esse tempo, sem direito a café muitas vezes. 

 

Questionei-me um dia destes, não fumo, não bebo, não faço nada forma do normal... Serei eu normal?! É que me parece que todos esses vícios e consumos são vistos como normal. As pessoas estão dependentes deles. Elas não conseguem imaginar sua vida sem eles. E espantam-se se eu digo que nunca fumei, que bebo muito raramente e não tenho necessidade na maior parte das vezes disso. Que nunca fumei erva. Ou seja, nunca estive "relaxada"... Não tenho vícios. 

Eu nunca os tive, por isso não sei.. Mas fico triste por elas. Elas são controladas por essas substâncias. As suas vidas giram em torno de coisas para aliviar seus dilemas, suas preocupações, seu stress e nervosismo. 

Adoram espatifar dinheiro em coisas que as controlam. 

Confesso que sinto um certo orgulho em não ter algo assim que me controle... No entanto, custa-me encontrar um sítio onde me sinta encaixada.. Parece que todo o mundo é normal à parte de mim. 

 

Dou por mim muitas vezes a pensar... Não és normal...

13
Ago18

Da minha janela

Terminatora

Não o conheço, mas gosto do vizinho que vejo da minha janela. A sua energia parece inesgotável. Logo de manhã cedo, começa a sua aventura e suas lutas com seus personagens. Sempre me questionei, como consegue o miúdo já estar de pé ás sete da manhã com tamanha energia. 

Vejo-o travar duras batalhas, decisões difíceis. Esquivar-se dos inimigos e preparar estratégias de contra-ataque. Consigo ver todo um mundo à parte e não me importo de, por alguns momentos, ficar a admirar o seu entusiamo e teatralidade à janela. Às vezes pergunto-me, porque está ele à janela? Será o palco predilecto para pôr em acção as suas histórias? Ou será que já me viu e sabe que de quando em vez o espio? Ainda assim, se for verdade, fico feliz porque não trocou de cenário para as suas fantasias e permite-me a mim deliciar-me nas melhores memórias da minha infância. 

Consigo imaginar perfeitamente o que poderá estar a acontecer do outro lado daquela janela e por vezes, sinto vontade de participar! 

E que saudades sinto, dos tempos que passava horas a fio imaginando todo um mundo diferente. Onde me sentia outra pessoa, onde encarnava os mais variados papéis e cenários. Onde eu fazia de raízes e troncos de árvore uma casa! Onde eu sentia que no seio da natureza era a minha casa. 

Apesar deste menino se limitar ao espaço que é o beiral da sua janela, não me espantaria se me dissesse que haviam ali montanhas, rios, cidades e aldeias, pessoas, muitas. Se pode de um espaço tão pequeno imaginar um mundo assim, que universo fantástico não faria ele brincando na rua? 

Curiosamente nunca o vi brincar na rua, como não o conheço não sei as razões. Não se vê muitas crianças brincar na rua. Os tempos estão tão diferentes e cada vez mais estamos escondidos dentro de quatro paredes. Mas nem isso limita a imaginação de quem é pequenino. E que felicidade enorme sinto quando vejo este menino. Apesar de somente a janela ser seu palco, a sua imaginação não tem limites. 

 

Luta corajosamente, não deixes os inimigos te apanhar. Usa a tua melhor arma, a imaginação e o mundo pode ser teu.

15
Jun18

Perdoai... porque eles pecaram

Terminatora

Estive a ler umas notícias, como costumo fazer pela manhã. Não que seja, necessariamente uma necessidade, mas foi um hábito que criei há algum tempo, já que não vejo televisão, de todo. Também passo bem os meus dias sem ler notícias. Até porque, serão as notícias tal e qual como está lá escrito? Com a manipulação e censura assustadora que se vê cada vez mais, já não sabemos exactamente no que crer. 

E se há coisa em que deixei de crer, foi na religião. 

Considero-me um pouco "abelhuda", no sentido que às vezes, tenho que fazer a minha opinião ser ouvida, mesmo quando não a pedem.. Que vai ser o caso. Este é um tema que já aqui queria ter falado há algum tempo, mas a falta de tempo e o cansaço têm sido extremos. 

E o que vai a minha opinião mudar no mundo?! Nada... rigorosamente nada, mas ainda assim vou escrevê-la e poluir mais um bocadinho a internet.. 

 

Os padres (e freiras) têm preferências sexuais. 

Desde que eu me lembro de aprender as doutrinas católicas e de como se deveria dedicar a vida a rezar e adorar a deus sobre todas as coisas, que se sabe que padres e freiras não casam. Porque se "entregam" a deus. 

Confesso que sempre fiquei um pouco confusa, como é que faziam para reprimir seus desejos carnais. Pensei eu, se calhar castigam-se com auto vergastadas com madeira ou algo assim. Eles deviam se auto castigar de alguma forma. Não tinha outra explicação e assim "limpavam-se" do pecado carnal. 

Mas afinal, os padres violavam meninos e meninas. E as freiras também andaram envolvidas em actos obscuros... Afinal, onde está a integridade e "santidade" destes personagens?! Afinal o desejo e o pecado carnal eram maiores, que a adoração e amor por deus! 

 

Que embuste. Uma vida folgada, casa e comida na mesa, único dever é rezar um terço por dia e fazer de conta que se ajuda os pobrezinhos... É o que toda a gente quer. Vidas folgadas. 

 

Toda a gente tem uma preferência sexual, seja ela qual for. E a única doença, no que se refere a escolha sexual, é ser-se pedófilo. Para isso é que não há explicação possível, é doente e devia ser trancado a sete chaves. Agora, ser padre, é uma óptima escapatória para esses maltrapilhas! Adorados pela sociedade, quantas crianças não deverão ter sido ingoradas, porque era "impossível" um padre abusar assim de alguém. Quanta gente cega que ainda venera esta gente idiota que vive às nossas custas?! Seja freira, seja padre! 

Verdade que ainda existe algumas instituições, que acredito trabalharem em prol da sociedade e fazerem o bem. Mas, não deveria ser permitido a clausura, por exemplo. E toda a gente deveria poder escolher um parceiro para a vida. Porque a bem ou a mal todos temos uma preferência sexual e ponto final.

 

É preciso mudar e mudar muito. Eu não quero continuar a ler notícias sobre meninos e meninas que foram violados 40 ou 50 vezes por um padre! Não quero continuar a ler notícias sobre padres que são mal tratados em público porque decidiram ter uma família. 

O bom disto, é que se vê mais pessoas a abrir os olhos e dentro de algumas décadas (estou a ser bem positiva!) esperemos que tenham abolido certas obrigações destas entidades católicas (por exemplo). Bom seria abolir religiões, mas isso está a mil anos luz de acontecer... Nem vou sonhar com isso. Mas se pequenas mudanças pudessem ser feitas, todas as pequenas se tornariam numa grande mudança. 

 

 

05
Jun18

A tomada de consciência

Terminatora

Apesar de estar ausente aqui, eu estou sempre atenta. Atento sempre ao que se está passar ao meu redor. Presto atenção ao que vai passando para o mundo, noticías e não-notícias. Acontecimentos e desastres. Estou bem atenta e vejo, mesmo quando para meu bem, eu finjo não ver. 

Eu preocupo-me. Preocupo-me demasiado até, com assuntos que não me afectam directamente, afligo-me por ver o outro em apuros. Aflijo-me bem mais do que na verdade gostaria e revolto-me bem mais do que devia. 

Eu já devia saber que mais de 95% das pessoas só pensa no seu umbigo, são marionetas das instituições e do sistema. São essas que influenciam outras e outras e outras... Formando assim um ciclo vicioso de violência psicológica que nunca mais terá fim. 

Eu sonhei, sonhei que continuaria a defender essas pessoas violentadas e que só haveria amor para dar. Sonhei que as pessoas não seriam mais manipuladas e elas andariam de braços dados com seus outrora concorrentes. Sonhei que todos estavam felizes, simplesmente a trocar sorrisos e risos, e estórias e beijos. Não seria preciso mais nada para que pudesse haver plena felicidade, além do amor. 

 

O amor seria a resposta que todos procuram. O amor seria aquilo que eles queriam. Mais que uma carreira bem sucedida, mais que um carro ou vestidos de 500 euros. Mais que bens materiais... O amor seria o único objectivo a alcançar. 

O amor seria a resposta de todas as questões que nos consomem e não sabemos responder. 

O amor é a resposta a todas as questões.

 

 

20
Fev18

Vocações

Terminatora

Quando andava na primária, se me perguntassem o que queria ser quando fosse grande, responderia sem hesitar: ou professora ou médica. Já quis ser astronauta (dizem-me que todos já quiseram no fundo o mesmo), veterinária. Até polícia!.. 

 

Mas o ensino e a medicina, foram sempre as áreas de que mais gostei. No entanto, passaram-se os anos, não que ficasse grande, porque mal passei de metro e meio! O meio à nossa volta muda, as nossas experiências diárias moldam-nos a toda a hora. Até que certa altura, não quero mais ser professora! É difícil lidar com crianças e jovens. São maldosos, são mesquinhos, são rebeldes, são mal educados.. E eu não queria de todo, para além de sofrer o que já sofria, ter que chegar a professora e lidar com uma sala de gente malcriada. Eu não iria saber como controlá-los e fazer com que me respeitassem. Como é que eu conseguiria? Impossível. 

 

Ok..resta-me a medicina. Adoro ciências, biologia e tudo o mais que se relacione..Excepto química, mas lá desbobino qualquer coisa de razoável nessa área. No entanto, sucedem-se uma série de mudanças, revoltas pessoais. Ir para a Universidade seria quase impossível. Já sabia que o meu futuro seria terminar o 12º ano e ir trabalhar. Estava a sonhar com medicina para nada. Eu tinha noção que seria um fardo demasiado grande para a minha família se continuasse a estudar. Nunca me encorajaram a continuar. Em discussões com meus pais, lá decidi deixar tudo a meio e seguir para algo que resultasse num emprego rápido e talvez frutífero. 

 

Hotelaria. 

 

Não que gostasse assim muito, mas era o emprego com mais vagas na área onde vivia. Dediquei-me, como se fosse para outro assunto qualquer que gostasse muito. Terminado o curso, arranjei facilmente trabalho, já podia aliviar a família. Ajudar a pagar contas, gerir meus gastos sozinha. 

Seguiram-se altos e baixos. Nunca ficando permanente em sítio algum. Sentia-me sempre deslocada, acabei por desenvolver um gosto maior por pastelaria e ali fiquei... Até hoje. 

 

Hoje gosto do que faço, aprendi a gostar. Não foi um caminho fácil. Tive que moldar em muito a minha forma de ser. Se eu comecei com personalidade de freira, onde só ouvia, trabalhava e calava, hoje em dia pode-se dizer que sou uma fera. Não.. não mordo ninguém. Mas já cá não mora a freirinha, caladinha de antes. 

Trabalhar em hotelaria mudou muito a minha personalidade. Deparei-me sempre com pessoas mal educadas, desrespeitosas, egoístas, malandras, intriguistas...enfim, uma lista infindável de personalidades "tóxicas". Nunca deixei de ambicionar algo mais, querer estudar e saber algo mais. Voltei aos estudos, a tentar seguir para a universidade. E consegui, com boa média, para Inglês.. Mas lá pregam-me novas partidas e fica tudo para trás. 

 

Fico a pensar se sou eu que não vou à luta e me deixo derrubar facilmente pelas adversidades... Ou se afinal tenho medo daquilo que ambiciono? 

Apesar de tudo, por mais que, por vezes deteste o local onde trabalho. Por mais mesquinhas sejam as pessoas que me rodeiam, por mais negatividade que veja à minha volta, não me tornei uma delas. Não me deixei contaminar por essa toxicidade e orgulho-me disso. 

Posso não estar plenamente feliz com a escolha profissional, mas não torno a vida dos demais num inferno. Não gosto nem suporto ver injustiças. Reconhecem o trabalho que faço, embora esporádicamente, mas não me afecta o desempenho, aliás se faço um bom trabalho é porque eu quero e não o sei fazer de outra forma. 

 

Porque apesar de ser um trabalho mais físico, se calhar menos intelectual e humano, sinto que falta tanta empatia entre as pessoas. Falta o espírito de entreajuda, equipa e companheirismo. A atenção para com o próximo. Não é por ser um trabalho manual, quase por vezes automático que vamos deixar de ser humanos e tratar as pessoas como tal.

Isto porque eu vejo muito, vingançazinhas. Vejo mesquinhez todos os dias, o querer prejudicar alguém porque não fez uma X tarefa. E isto depois torna-se numa bola de neve e gera mau estar geral. Se não gostamos daquilo que fazemos, porque permanecemos ali, frustrados, tristes, vingativos e de mal com a vida? Porque nos acomodamos e tornamos a vida do outro num inferno? 

Eu não gostaria de ser tratada assim. Apesar de não ser a minha profissão de sonho, eu faço com gosto. Aprendi a gostar e isso só melhorou o meu desempenho e a forma como vejo e me relaciono com outros, dentro ou fora do trabalho. Tudo é muito melhor, quando se gosta. Seja que profissão for. E mais... podemos ser aquilo que quisermos, basta querer. 

 

Fico extremamente triste de ver pessoas frustradas em seus locais de trabalho, com atitudes infantis e vergonhosas. Se tratarmos sempre os outros, como gostaríamos que nos tratassem, o mundo seria um local melhor. Aceitemos aquilo que temos no presente com alegria e agradecimento, uma atitude positiva, atrai coisas positivas. 

 

Concluindo... descobri uma nova vocação! Vou começar a pensar em seguir psicologia do trabalho! 

06
Jan18

Disparates que vejo por aí

Terminatora

Toda a gente já se deparou com notícias falsas a circular na internet, as mensagens de corrente, não entendo porque carga de água voltaram à moda (as pessoas devem mesmo pensar que não temos mais que fazer) e outras histórias deste género. Ora, de vez em quando deparo-me com cenas hilariantes e que até me fazem descontrair e agradecer o cérebro mais ou menos saudável que tenho. Ontem li algo sobre água crua. Só de ler para mim, soa a estapafúrdio. Dizer em voz alta é uma comédia. Hoje li mais sobre a nova "moda". Parece que a água que consumimos está cheia de químicos, e coisas que só nos faz mal. Devemos beber desta "água crua" engarrafada que custa uns míseros 30 e poucos dólares (por enquanto é só na América) por 5lt. Garantem que esta água não é esterilizada, filtrada ou submetida a qualquer outro processo "artificial"/"químico". Portanto, água saudável, cheia de micróbios e bactérias necessárias ao nosso organismo (se quisermos contribuir para a diminuição da população mais rapidamente). Há teorias e teorias!! Depois há a estupidez completa! Mas pensando bem... Ainda faço negócio com os poços de rega da minha família. Aposto que estas águas serão mais "ricas" em microrganismos que essas amostras baratas americanas! Consumir o que é nacional!

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