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Extermínio de Pensamentos

"Happiness only real when shared"-Christopher McCandless

Extermínio de Pensamentos

"Happiness only real when shared"-Christopher McCandless

27
Jan19

Meio termo?

Terminatora

Tudo ou nada! Não consigo ser dessas pessoas que se contentam com meios termos. 

Prefiro então não ter nada que só ter a metade. Já a paciência, ou a tenho, ou não tenho... Não consigo ir tendo. 

No meio termo sinto-me deprimida, como se me faltasse algo, como se não fosse eu no todo. 

Prefiro o nada se não puder ter tudo. 

 

 

12
Nov18

"Iludências"

Terminatora

As iludências aparudem

(É como eu gosto de dizer a célebre frase: As aparências iludem)

 

Sou por norma uma pessoa bastante discreta. Faço por manter a minha vida o mais privada possível, partilhar nas redes socias (não uso tantas assim, FB e instagram (não há lá fotos minhas)) tudo aquilo que faço, "ganho", festejo, etc, está fora de questão. Quanto muito mudo a foto de perfil uma vez ou duas no ano... Desde que soube que as fotos de capa eram públicas, nunca lá coloquei nada privado. 

Pode parecer para algumas pessoas que conheço, estranho. Bem tentam elas por vezes me apanhar em fotografias e partilhar com a minha identificação, só que não permito. Obsessão? Medo de alguma coisa? Hmm Talvez. Talvez os dois. 

 

Lembro-me que quando comecei a utilizar redes sociais, pouco lidava com este mundo novo e recordo-me inclusive de fazer "sessões fotográficas" com algumas amigas, e depois lá partilhava orgulhosamente, somente as que estavam bonitas! Só as quais em que eu estava com melhor cara. 

Toda a vida fui um patinho feio, e deu imenso trabalho aprender a gostar de mim. Portanto, nessa altura já eu estava mais confiante de mim, mas ainda assim queria aprovação de outros. Por isso, provavelmente publicava mais fotos minhas. Era uma atitude inconsciente, eu não pensava que me iam achar bonita, mas como a foto me parecia bem, queria mostrar aos meus amigos. E ficava feliz, claro se me diziam que estava bonita. Mas, nunca me convenci completamente. Nem mesmo hoje me convenço, simplesmente aceitei-me como sou, melhoro o que posso sem parecer algo que não sou e considero-me razoavelmente feliz assim. 

Ontem estava a ver pessoas que sigo no instagram, casualmente, quando algo me ressalta. E é o que toda a gente já viu e já se apercebeu. Não vou comentar nenhuma novidade. Fotos de decotes enormes, pernas bronzeadas (lindíssimas...admito!), fotos e mais fotos que deixam pouco à imaginação. Bom, não faz a mínima diferença na minha vida e no meu dia a dia, ver ou não este tipo de fotos, nem eu sou daquelas que vai fazer os tais comentários : Oh gorda vai fazer dieta! Como acontece, infelizmente, a quem se expõe assim. Mas, este tipo de fotos é geralmente de pessoas bonitas. E como são bonitas, claro, têm uma facilidade enorme em se expor e não se importam. Como diz o trolha: O que é bom é para se ver. Frase com a qual, não concordo minimamente e não é por eu ser conservadora, é somente o meu ponto de vista. 

Mas porque partilham tanto fotos assim? Qual a necessidade de tanta afirmação? 

 

Se calhar, eu é que não entendo porque nunca fui bonita, e quero é me esconder do mundo. Porque provavelmente, se fosse o contrário, eu andaria aí a exibir o "material" todo para toda a gente ver. 

Por outro lado, essas mesmas já foram criticadas e Ah e tal, não me afecta nada o que dizem sobre mim. Mentira. Afectam-se sim, senão não ponham silicones ou não tentariam emagrecer para ficar melhor aos olhos de outros. 

Só estou a criticar porque não sou bonita e pensando bem, deve ser pior já ter-se sido bonito e de repente ficar feio e perder toda a adoração que se tinha, do que ter sido sempre feio e depois conseguir melhorar um bocadinho a aparência e receber aceitação geral (Eras tão feeinha, mas agora 'tás bonita! Awww!!).

 

E porque é que decidi escrever isto? Não sei...apeteceu-me. Estou um bocado fartinha de ver vidinhas "perfeitas" pintadas por aí, quando a realidade é outra. Fartinha de ver as pessoas se venderem por moda. Banalidades. 

 

 

18
Out18

Vou fazer birra

Terminatora

Não...não me digam que a folga acabou. Não me dêm mais esse desgosto, porque de desgostos está repleto este mês. 

Um mês que era suposto correr às mil maravilhas, cheio de planos e sonhos... Onde não incluía lidar com aberrações 5 ou mais dias por semana afff...

Eu lidava bem com elas.. Mas quando algo nos troca os passos, passamos a suportar ainda menos aquilo que nos aborrece. 

Não sei onde irei pedir forças... Mas dai-me forças e paciência. Qualquer coisa que me dê forças... Buda, Alá, Deus...enfim...esses todos.. Talvez apelando a todos eles eu tenha mais sorte! 

 

 

10
Out18

Serei normal?!

Terminatora

Sempre fui uma pessoa muito certinha. Nunca fumei, nunca bebi até me esquecer do que aconteceu no dia anterior, nunca experimentei qualquer tipo de droga. Nunca andei em "más" companhias. Nunca dei desgostos de maior ou preocupações de maior aos que me rodeavam. 

Enfim, sempre fui alguém exemplar. Umas vezes elogiada pela sua forma de estar. Outras vezes criticada e gozada. 

Lembro-me bem de quando amigos meus próximos começaram a fumar, nunca me incentivaram a experimentar, mas eu bem que os tentei dissuadir de não continuar. 

Sem sucesso...

Mais tarde conheci quem experimentasse algumas coisas mais "pesadas". Andavam sempre a rir, de bem com a vida... Loucos, como eram apelidados por outros. Nunca me incentivaram, nem convivendo com eles alguma vez experimentei. 

 

Já recentemente, conheci várias pessoas que fazem do uso de "erva" um ritual diário. Ajuda no alívio de suas condições depressivas, ajuda-os a relaxar. 

No trabalho, lido com fumadores que estão constantemente a fazer pausas de  10min para fumar... enquanto eu tenho que ficar a trabalhar todo esse tempo, sem direito a café muitas vezes. 

 

Questionei-me um dia destes, não fumo, não bebo, não faço nada forma do normal... Serei eu normal?! É que me parece que todos esses vícios e consumos são vistos como normal. As pessoas estão dependentes deles. Elas não conseguem imaginar sua vida sem eles. E espantam-se se eu digo que nunca fumei, que bebo muito raramente e não tenho necessidade na maior parte das vezes disso. Que nunca fumei erva. Ou seja, nunca estive "relaxada"... Não tenho vícios. 

Eu nunca os tive, por isso não sei.. Mas fico triste por elas. Elas são controladas por essas substâncias. As suas vidas giram em torno de coisas para aliviar seus dilemas, suas preocupações, seu stress e nervosismo. 

Adoram espatifar dinheiro em coisas que as controlam. 

Confesso que sinto um certo orgulho em não ter algo assim que me controle... No entanto, custa-me encontrar um sítio onde me sinta encaixada.. Parece que todo o mundo é normal à parte de mim. 

 

Dou por mim muitas vezes a pensar... Não és normal...

07
Out18

Problema

Terminatora

O que ando a fazer? Pergunto-me. 

Quis mudar a minha vida, mudar e começar de novo, mas parece que os fantasmas do passado ainda me perseguem. Aqueles pequenos traumas, pequenas obessões que se parecem ter tornado gigantes, afinal nunca me deixaram. Nunca me consegui livrar deles. Eu mudei de lugar... Deixei as pessoas, deixei "amigos", deixei família... Tudo ia ser melhor. Fugi de onde pensava estar o "problema", mas descubro que o problema sou eu. 

 

 

07
Jul18

Gostava de ter filhos?

Terminatora

Quando se é criança, o mundo não parece ser esmagador e destruidor de sonhos, como na verdade é. Achamos que com facilidade, se constrói uma vida e uma família feliz. Eu tenho uma família grande, logo meu desejo era também ter uma família. 

Que outros ensinamentos nos dá a família, que não seja trabalhar, casar e ter filhos? Construir um lar e viver em família. Este foi o conceito que me transmitiram durante anos. Meu objectivo de vida seria este. 

Durante algum tempo foi meu desejo encontrar o tal príncipe que me levaria ao altar. Passava horas vendo vestidos de noiva, ou mesmo até fazendo vestidos de noiva às bonecas... Véus. 

Mas cedo percebi que eu não entendia nada de como encontrar o príncipe ou sequer fazer com que alguém gostasse o suficiente de mim para ficar o tempo necessário para dar continuidade a uma família. Afinal, não era assim tão fácil. 

Nem foi mais fácil arranjar um lar sozinha, logo fiquei muito mais tempo em casa dos pais. Muitas vezes fui "praguejada" para sair de casa e casar. Pois... outros tempos, outros tempos. Tempos em que casavam com o primeiro namorado, e nem precisavam namorar 10 anos para perceberem que queriam ficar juntos toda a vida (ou não..). Aliás, namorar mais que 2 anos sem casar já deveria ser considerado uma vergonha. 

Fico feliz por os tempos terem mudado. Mas mais feliz fico por perceber que eu também mudei drasticamente ao longo da vida. Após relações falhadas o meu desejo em querer criar uma família diminuíu em consequência disso. E já não fico stressada por me ver a envelhecer e ainda não ter filhos, como quando vejo tantas amigas e agora a irmã mais nova, a construirem suas vidas em redor de um lar. 

Além de não ter a certeza se um dia encontrarei o par ideal para isso, também o meu físico não se encontra no melhor. E eu dou por mim a pensar, como vou eu ter condições emocionais e físicas (além de tempo) para me dedicar a outro ser. Conseguirei perder horas de sono, acarretar mais dores físicas em prol de cumprir o meu propósito neste mundo? 

Serei uma desilusão para as mulheres, porque afinal concluí, que se calhar já não quero assim tanto filhos? Quanto muito adoptaria uma criança precisando de amor e protecção.  

 

Estou em constantes mudanças, aquilo que sou hoje; aquilo que penso hoje pode já não ser o mesmo amanhã. Mas dou por mim muitas vezes a reflectir... eu não terei energia para cuidar de uma criança. E não sei se voltarei a ter. A minha vida é uma névoa neste momento, mas talvez essa névoa se dissipe no futuro.. 

Talvez volte a ter a vontade tremenda de ter filhos que outrora tive... ou talvez não. 

23
Jun18

Choro

Terminatora

Choro quando chego ao limite. 

Choro por vergonha, por me sentir um fracasso. 

Choro por não ter a resistência desejada, por me sentir acabada. 

Choro porque não quis falar, não quis explicar, não quis desabafar. 

Choro porque a dor é maior. Na alma, no corpo, na mente. 

Choro porque preciso renovar....

Choro porque quero mudar.

23
Abr18

Se

Terminatora

Se há uns tempos me sentia apática e sem vida; apenas mais um ser entre esses tantos que por aí vagueiam, deambulam qual zombies e autómatos. 

Se eu disse que não sentia nada, que não conseguia criar laços duradouros, que não conseguia me dedicar inteiramente a outro ser.

Se eu disse que não voltaria a amar outro ser, que não me comprometeria com o destino, que esqueceria o que é isso de querer construir vida com alguém.

Se eu disse que não falaria de sentimentos e desejos, que não mostraria meu lado fraco e vulnerável, que não daria passo em frente, que não me aproximaria.

Se eu disse que iria banir do futuro tudo o que pudesse desencadear tais pensamentos furiosos, que queria inverno e outono para sempre, que não queria de forma alguma voltar a sentir tormentas.

Se disse tudo isso, se tentei ser alguém que não eu, se quis banir tudo de bom que havia no futuro, se quis esquecer o quão importante é ter alguém que nos OLHE e VEJA de verdade, foi porque não estavas no meu passado. 

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