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Extermínio de Pensamentos

"Happiness only real when shared"-Christopher McCandless

Extermínio de Pensamentos

"Happiness only real when shared"-Christopher McCandless

06
Mai15

Vazio

Terminatora

Não sei ao certo, há quanto tempo começou. Estou apática. Inconsciente. Morta. 

Gosto de estar neste vazio, onde não sinto nada. E esse nada me preenche com uma sensação de liberdade. 

 

É estranho. É-me indiferente. Tudo. Gosto de estar no meu vazio. É aí que me encontro. É aí que vejo, é aí que sinto. Não sinto nada e aquilo que sinto, é sempre tão fugaz.

Como pode isto ser possível? Como pode isto de não sentir nada, ser tão bom? Este desapego, reconfortante. No entanto, estranho. 

Não sinto nada e isso deixa-me feliz. 

Não tenho vontade de amar outro ser, me dedicar a outro ser, se este vazio me preenche melhor que qualquer amor que já tenha vivido. Além disso, nenhum amor nos deixa verdadeiramente livres. E para que quero eu amor, se sou feliz e livre assim? 

O amor pede compromissos. Pede dedicação. Pede sacrifícios. 

E não, eu não me quero sacrificar, nem dedicar, muito menos me comprometer com alguém. Prefiro o meu vazio. Não me pede satisfações. Não me pede explicações. Não me pede horas marcadas e minutos contados. 

Amo o meu vazio. 

 

23
Abr15

Queridos livros!

Terminatora

Hoje é o vosso dia! Fico contente por apesar de existirem agora tablets, pcs e outros, o vosso valor sempre foi e será superior.

O livro esconde um mundo de imaginação, palavras e pensamentos que querem ser partilhados com o seu leitor! Adoro livros! De todos os formatos e cores. Com muitas páginas de preferência!!

Nunca me vou cansar de comprar e ler livros. Ainda bem que existem! Foram os meus amigos durante anos!  

23
Abr15

Escrever

Terminatora

Em tempos, gostava muito de escrever. Conseguia construir textos, prosas com príncipio, meio e fim. Hoje, já não sei o que significa um parágrafo. O que é uma pausa ou uma vírgula. As letras deixaram de construir textos bonitos, frases sinfónicas para serem lamúrios e choros isolados, deixados no esquecimento.

Peguei neste computador velho, para tentar entornar alguma coisa de útil para cima das teclas. No entanto, fico mais tempo olhando para o ecrã, vagueando em estapafúrdias memórias dancarinas. Ocasionalmente sai-me algo racional, com sentido e coração. Ocasionalmente… o que não quer dizer que aconteça agora.

O que estou aqui a tentar fazer? (Pergunto-me eu) Uma vez fui procurar uma psicóloga. Quando estava na Universidade. Deixara a escola para depois, para tentar trabalhar e ajudar em casa. Anos depois queria voltar a estudar, queria pegar nos livros, queria aprender, queria conhecer mais, saber mais, ouvir mais, ler mais. Queria….pois queria. Agora não sei o que quero. Bom, na altura estava numa situação um bocado deprimente, como tem sido estes últimos anos. Era só mais uma fase… Mas! Já que havia psicólogos a baixo custo para os estudantes, lá fui eu… Sim, pedi a demissão no trabalho, estou farta de aturar pessoas que não valorizam o trabalho que faço. Sim, estou farta de me sacrificar e vê-los a rirem-se de mim. Estou farta daquilo (dizia eu). Ah sim, gosto das aulas. Sim consigo estudar, se cheguei cá foi porque estudei! (daaa) Dias depois, parecia uma Maria chorona. Por fim, falei do que mais me havia angústiado tantos anos. E agora? Ah sim? Não preciso de mais ajuda? Não preciso de voltar mais? Que nervos… andei eu a derramar lágrimas, porque não queria ter de contar o que de tão íntimo me ía na alma... Psicólogos? Raios me parta. Nunca mais na vida!

Recolheram mais um testemunho, para daqui a uns anos, fazerem um livro à custa de quem está desesperado. E lá ganham eles milhares de euros, porque nós somos uns pintos chorões, não sabemos muitas vezes com quem desabafar e pensando que um profissional nos vai ajudar….treta!

Aiiiii a minha vida. Lá estou eu a divagar novamente. Pensando bem, os psicólogos também devem passar maus bocados. Eles têm que ouvir todas as nossas lamúrias, procurar ouvir sem julgar. Fazer as críticas de forma súbtil, por forma a nos fazer ver que no fundo tudo tem um lado positivo. E lá têm eles que ir para as suas casas, sem muitas vezes terem quem os ouça.

Até que gosto da profissão deles. Mas não sei se teria a capacidade para me sentar no lugar deles. Se bem que em tempos, já fui uma grande ouvinte. Acho que a idade faz-nos mais irritadiços e impacientes. Já não tenho muita paciência para ouvir adultos a queixarem-se. Não estão satisfeitos?! Mudem de vida! Mudem alguma coisa! Façam por melhorar o que está mal! Um barco sem remos, velas ou motor, não vai a lado nenhum! Ora bolas!

De que estava mesmo eu a falar? Ah sim. Gosto de escrever. Gosto de nadar nos meus pensamentos. Se bem que nadar é um termo muito suave! Dado que normalmente, isto está numa tempestade pior que o Katrina!!!

Julgo que por hoje está concluído… vai aqui uma mistura de frases que sentido não fazem, quanto mais lógica!

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