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Extermínio de Pensamentos

"Happiness only real when shared"-Christopher McCandless

Extermínio de Pensamentos

"Happiness only real when shared"-Christopher McCandless

13
Nov17

Burnout

Terminatora

Gostamos nós muito de estrangeirismos. É os media (midia), já não dizemos média. É brainstorming, já não dizemos troca de ideias. E a lista estende-se muito mais. Tal como este do título. Penso que não é difícil chegar lá. Traduzindo à letra será: completamente queimado, reduzir a cinzas, queimar. Mas trata-se na verdade do termo para esgotamento, mais do foro psicológico. Não investiguei muito o termo, mas li uns artigos a semana passada e anotei nos rascunhos, para quando tivesse oportunidade, falar do mesmo. 

 

Não investiguei, porque sei bem o que é estar próximo de um. Aliás, quem hoje em dia não tem os neurónios a queimar ferozmente? Óbvio que perdemos neurónios todos os dias, uns mais que outros, mas não ficam ali todos para contar história. Teremos sorte se eles dentro de 50 anos ainda conseguirem processar como se frita um ovo! 

 

As dores de estômago que provoca. O peito que se aperta e o coração parece que vai romper pelas costelas a qualquer momento. A sensação de angústia e ansiedade que sobe pelo esófago e nos seca e aperta a garganta. O cansaço...o cansaço que não vai embora. Acordar sempre esgotada. Nada de grave...mas que se persiste, dizem, que pode trazer consequências mais graves. Podia ser um caso desses... ou posso vir a ser. Não sei. O ser humano é tão complexo e interessante. Tão previsível e explosivo ao mesmo tempo. 

E dizem que o excesso de trabalho leva a este "burnout". Já tive excesso de trabalho, fui-me abaixo sim, não pelo excesso de trabalho, mas por falta de apoio de quem estava a meu lado. A pressão e exigências psicológicas são mais prejudiciais que qualquer esforço físico que se faça. Eu estava cansada fisicamente, mas não era esse cansaço que me esgotava psicologicamente, era o eu não estar a satisfazer todos à minha volta de igual forma. E esse "não ser suficiente" corroeu-me por meses...se calhar anos. Lentamente. Até ao dia em que tive todas as sensações que descrevi acima e disse basta. Basta. Sou humana, cometo erros. Falho. Não consigo satisfazer toda a gente, que se dane. Tenho que me importar comigo. A chave está em conseguir se desligar daquilo que faz mal. Deixar para lá o que não se consegue controlar. Aceitar que erramos, fizemos o nosso melhor e não foi suficiente. Deixar o que tem de ir, ir. Se libertar e começar de novo se for preciso. 

 

O problema de muitas pessoas, sofrerem de esgotamento, ansiedade, nervosismo e tudo o que lhe está inerente, é essa mesma incapacidade de se desligar. Carregar no interruptor. Ter a coragem para acabar com tudo o que lhes faz mal. Ousar querer, ousar se merecer! Ousar viver para si primeiro e só depois para segundos e terceiros. 

 

Chega de se queimar, chega de se esgotar... Antes que esgote a vida, aprendamos a se desligar, respirar fundo e prosseguir com a sabedoria do passado, mas com a esperança que o amanhã será maravilhoso!   

 

03
Nov17

Complicadas

Terminatora

Dizer que as mulheres são complicadas, é o mesmo que dizer que os homens são todos iguais. Qual o homem que gosta de ouvir isto? Pela minha experiência, nenhum. Eu mesma já disse essa frase muitas outras vezes. Em contextos e situações específicas e sempre resultando de algum degosto ou desilusão. Claro que quem afirma que as mulheres são muito complicadas já passou por situações em que teve dificuldade em lidar com alguma(s) mulher(es). 

 

Eu compreendo meus caros! Compreendo... Vocês dizem que as mulheres são complicadas, mas porquê? (Perguntei eu aos meus colegas de trabalho) Respondem porque sim, porque querem ter sempre razão, porque têm mau feitio, porque só discutem.... por aí fora.

 

Quando se está a aprender uma nova tarefa, ou mesmo que já saibam desempenhar essa tarefa, mas de lugar para lugar por vezes a organização do material, o tempo (devido à disposição do local, etc) que leva a concluir essa tarefa vai variar concerteza! Qual a estratégia que se deve aplicar? Experimentar várias técnincas ou modos de fazer até encontrar a solução mais rápida e eficaz de concluir essa tarefa. Isto serve para qualquer situação diária. 

Baseado nisto, respondi, alguma coisa vocês estão a fazer mal. Se já tiveram algumas namoradas e a coisa é sempre complicada, mudem de estratégia, experimentem novas técnicas. Mudem vocês alguma coisa! Provavelmente o problema está em vocês e não na mulher. Encontrem a solução mais rápida e eficaz para lidar com problemas e discussões que possam advir de um relacionamento. Não podem esperar que as mulheres deixem de ser complicadas por magia, porque não funciona assim. Há que se adaptar às mudanças. E ninguém é igual a ninguém. Por isso é um desafio esta coisa de se relacionar, estamos sempre a aprender mutuamente. Teremos de ter a mente aberta para aprender e aceitar o outro tal como é, se não gostam de desafios, mais vale ficarem solteiros! Quando realmente se gosta, encontramos formas de lidar com seus defeitos e feitios, por mais complicado que seja. A boa comunicação é a base de tudo. Um relacionamento é um trabalho em equipa constante, e eu até em trabalho consigo dizer se X ou Y trabalha em equipa com a mulher/namorada/marido/namorado. E aposto que não devo falhar. De braços cruzados não se obtém resultados. 

 

Queremos mudanças, algo diferente, que não seja "igual" ao que já estamos habituados e fartos de lidar, mas não se pode esperar que, continuando com as mesmas atitudes, o mesmo processo ao desempenhar a tarefa, e o resultado ser sempre desastroso que alguma coisa vá mudar! 

Vaiam por mim, ainda ando a experimentar qual a melhor técnica, mas sei que ao menos estou a fazer algo diferente ou a tentar mudar algo no modo de execução...Algum dia terei os frutos que tanto desejo. 

 

E não...não somos todas complicadas.

 

 

25
Out17

Ser ou não ser....eis a questão

Terminatora

Há uns meses atrás, pediram-me para ser madrinha de um casamento. Até aqui, tudo bem. Fiquei feliz claro, já há algum tempo que esta união se previa, mas a vida não tem sorrido sempre e adiou por demais essa união. 

Conversa e mais conversa, o ambiente vai ficando estranho. O rapaz parece quase ter sido obrigado a fazer o pedido. As alianças têm que ser as de 400 e tal euros cada uma. O meu vestido não pode ser de uma marca qualquer (e quem falou que eu queria usar vestido?! E de marca??), festa cheia de brilhantes e melhor que a da outra amiga, e por aí adiante.  

Bom, escusado será dizer que me senti completamente desconfortável com a evolução da conversa. O que começou como uma boa notícia, tornou-se em algo desagrável para mim. Vai poupando já dinheiro para essa altura, dizia-me ela. Olha que vai ser caro.  Eu não sou nada experenciada em casamentos, ou dar prendas de casamento e muito menos em ser madrinha! Mas, quando se é amigo de longa data e se se confia, não se devem fazer estas exigências. Ou será normal e eu não sabia??? Talvez seja e eu não sei! Pois então se assim é, não vou ser a pessoa indicada para apadrinhar casamentos, está visto!

 

Casamento ainda está para sair mas as exigências já estavam todas feitas.

 

Tal como muitos textos andam por aqui no mundo dos blogues, também as pessoas gostam de dar lições de moral no facebook. E eis que me deparo com uma publicação desta amiga, uma lição do quão as pessoas são fúteis. Do quão desimportadas em viver em pleno a vida, são. Questionava-se ela porque as pessoas são orgulhosas e não tiram prazer das pequenas coisas da vida? Importam-se demasiado com coisas insignificantes. 

 

Bem... eu queria ter respondido. Mas esta não é o tipo de pessoa à qual se deva responder à letra nas redes sociais, porque desata a lavar roupa suja para que toda a gente possa ver o quão ofendida e indignada ficou pela afronta da amiga. 

Por isso me questiono agora, qual é afinal o significado de futilidade? Se calhar sou eu que ando com os dicionários errados!! 

 

Pois para mim o anel podia ser de palha, se eu soubesse que tinha sido a pessoa a dedicar tempo a fazê-lo! Já para nem falar do resto. E fico-me por aqui 

29
Nov16

Self-vídeos?...

Terminatora

Acabei de dar de caras com um vídeo da Sofia Arruda, sobre ir viver com o namorado e seus dramas. Aliás, ia começar a ver, só por curiosidade. Nem passei dos três minutos e tem oito e qualquer coisa! Durante esse tempo, metade serviu para endireitar o cabelo, ver qual o melhor ângulo para a câmara, fazer olhinhos, beicinho...

 

Não entendi nada... 

23
Nov16

Ir em modas

Terminatora

Ás vezes dou por mim a pensar, no que atrairá as pessoas a seguir uma determinada moda.

 

Por exemplo agora, é o Mannequin Challenge. E eu fico tipo parva a olhar para os vídeos que andam a publicar. Mas que sentido tem?! Por favor gente... tudo bem que gostem de participar neste tipo de modas... Mas parem de ser iguais e previsíveis. Mesmo que o façam, não partilhem com o Mundo. O Mundo não quer saber!...

 

Vocês fazem parte da manipulação mundial e contribuem para o sucesso desta. Matem os vossos neurónios, mas não espalhem o mal.

 

20
Out16

Registo

Terminatora

Tenho que registar este pensamento. Provavelmente serei a única a me rir com isto, ou então já passou pela cabeça de alguém e nem é novidade nenhuma.

Estou a conduzir e passam por mim umas motos. E que motos. Depois recordo-me de há uns meses atrás ter visto um motard a estacionar. Todo pomposo na sua mota. Ao estilo de uma cena de filme, estão a ver. Quando desce da mota não devia ter mais de 1.60m. E até nem era sexy, como queria fazer parecer.

 

Ora, isto pode-se comparar às mulheres que usam aqueles soutiens push up e super super push up. O que importa é parecer! Mas a realidade é outra!

 

 

01
Set15

Escolhas... ou não!

Terminatora

 

david-reimer-0061.jpg

 David Reimer http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4753371&page=-1

 

Não conhecia este caso. Ou se já tinha ouvido falar, não me recordo de momento. É daqueles casos em que dá que pensar. Pensar o quão ignorante, infuenciável e idiota o ser humano consegue ser!

Tudo bem!.. Há muitos anos pensava-se que homossexualidade fosse doença! E claro que apareciam uns "ditos" entendidos no assunto, com teorias que não lembra a ninguém. 

O que me incomoda de momento, é que sempre defendi, sem que me tivessem vindo explicar, que os homossexuais já nascem homossexuais e não é por A, B ou C dizer que ele/a é homossexual ou hetero que a pessoa vai mudar. Não é por a sociedade impingir-nos uma educação contrária à nossa orientação sexual que mudamos. Não acredito nisto.

E choca-me, saber o que este rapaz da notícia, acima teve que passar. Não consigo imaginar o sofrimento pelo qual passou. As dúvidas, o sentimento de culpa, de inferioridade...não consigo imaginar.

As pessoas têm que entender de uma vez por todas, os homossexuais não escolhem gostar do mesmo género e acabou!! É normal! E só temos que aceitar, apoiar, pois eles precisam de ser felizes como são! 

Estamos no século XXI e por vezes ainda ouço comentários desagradáveis por parte de pessoas ignorantes. Eu tenho dois amigos homossexuais e são dos amigos mais divertidos e queridos que tenho. Um deles, passei a minha infâcia tentando protegê-lo contra quem gozava com ele. As pessoas gozavam com o facto de ter "tiques de maricas", riam-se, batiam-lhe... enfim. Passou por um mau bocado. Mas hoje em dia, já assumido, tenta ser feliz e deixar essas memórias no passado.

A minha irmã mais nova, tem um amigo na turma de 3º ano, que, gosta de bonecas, gosta de lhes fazer vestidos e tem uma coleção de barbies, casas, e afins. Um dia perguntou-me se não era esquisito ele gostar de bonecas e ter bonecas, que ele as vezes parecia uma menina. Eu perguntei-lhe se ela gostava dele, ela respondeu que sim. Então disse que, ela que não se importasse com o resto, porque era normal. É normal haver, as vezes meninos que gostam de bonecas, que gostam das brincadeiras de meninas, eles não têm culpa de ser diferentes. Eles não escolhem ser diferentes, mas que são muitas vezes, pessoas muito queridas e amigas. Ela percebeu o que eu quis dizer, nunca a ouvi julgá-lo, maltratá-lo ou gozar com ele. Dão-se super bem, ele vem cá muitas vezes, é um amor. E ela vai se encontrar com ele muitas vezes.

Se as crianças conseguem compreender, aceitar e não julgar...porque queremos nós mudar os outros em nosso redor?

Nunca faria uma coisa destas a um filho/a. Cada qual é como é, só temos que os orientar pelo melhor caminho, dar-lhes apoio e compreensão.

Espero que um dia, a sociedade seja mais unida neste sentido, e até nas escolas se educasse para casos destes. Muitas vezes, os professores vêem que há meninos a passar por maus bocados, mas nada fazem.

Tenho esperança que um dia, deixe de haver descriminação por sermos diferentes!   

 

26
Mai15

Planos

Terminatora

Durante uma boa parte da vida, perdemo-nos em sonhos e planos para nós. Para os outros. Para o Mundo.

Perdemo-nos de tal forma, que à medida que vamos vivendo, acordamos para a realidade. Os planos nem sempre correm como foram traçados inicialmente. Os sonhos...permanecem sonhos. Mas ainda assim, o sonhar, o planear, continua lá. Insistentemente, continuamos a sonhar, a planear. Vivendo como se tudo fosse um dia acabar da forma que desejamos.

O ser humano consegue ser tão idiota. Consegue acreditar em coisas que transcendem qualquer realidade.

Vivo pensando, para que serviu tanto plano? Para que foram todos aqueles sonhos? Porquê perder tempo com planos?

Porra tens quase 30 anos.... chega de planear!! Chega de esperar por realizações que não acontecem! Os outros não se importam com os teus sonhos, ou com os teus desejos! Aquilo que planeias, ou será para ti; ou não será!

É por isso que não acredito mais em sonhos. Não acredito mais em planos. A vida não é como se vê. Aquilo que vemos, é o que queremos crer. Aquilo em que eu cri, não mais é a realidade. Só quero crer no presente. Na verdade, sem máscaras, sem filmes, sem mentiras. Porque o presente é o único que nos dá uma certeza. É o único plano que temos. É nele que devemos concentrar nossas energias e nossos pensamentos.

Jogo fora tudo aquilo em que eu cri até ao momento. Apenas creio no agora, e é no agora que vou viver.  

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